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GAITAS
Bruno Resella, São Paulo, Brasil – Piper
“Ainda fazia cursinho pré-vestibular, quando por indicação de uma amiga fiquei sabendo da existência de uma banda de Gaitas de fole no Brasil. Avisado de uma apresentação no Memorial do Imigrante, meus únicos pensamentos eram de como conseguiria chegar perto o bastante para conversar com algum dos integrantes da banda. Entre meus amigos, sou conhecido como uma pessoa muito esquecida, mas é engraçado como a memória por vezes age. Lembro-me do dia como se fosse hoje. Mas para não tardar ainda mais esse conto, direi apenas que mesmo apavorado (tudo que é novo traz consigo certo teor de medo) e com pelo menos uma dúzia de seguranças entre o público e os músicos e artistas, adentrei a área restrita. Após ter conversado brevemente com três integrantes da banda (Michel, Thiago e Alayr), e um deles inclusive tendo elogiado a camisa da Escócia que estava usando, minha primeira aula estava marcada. A caminhada rumo à banda terminaria em Agosto de 2013, quando oficialmente fui aceito como Piper na St. Andrew Society Pipes and Drums”.
Esthevan Gasparotto – São Paulo, Brasil – Piper
“Não tenho certeza de quando a minha paixão pela gaita começou, desde criança quando assistia episódios de desenho animado em que o som da gaita aparecia, ficava fascinado. Já um pouco mais velho quando assisti pela primeira vez, ao filme Coração Valente, tive certeza que tocar este instrumento deveria ser um dos meus objetivos de vida. Vários anos se passaram quando, já adulto, encontrei a SASPD, a banda me acolheu como aluno, e após um bom tempo de aulas, consegui finalmente me tornar um membro. Hoje visto a farda da SASPD com orgulho e a considero uma segunda família”.
Marcelo "Joby" Simas, São Paulo, Brasil – Piper
“A primeira vez que eu ouvi e vi uma Gaita-de-foles estava em um desenho animado de televisão quando criança, mais tarde vi no filme Coração Valente, de Mel Gibson. Depois disso, fui apresentado a uma banda americana de rock'n roll chamada Dropkick Murphys, que usa instrumentos incomuns como Bohdrán, flauta, acordeão e Gaitas-de-fole. Neste momento eu estava tocando guitarra em uma banda punk com o gaiteiro Thiago Scavazini e ele começou a me ensinar usando o Green Book do College of Piping. Então eu me mudei para a Irlanda, fiquei lá por quase 3 anos tocando e estudando e voltei no ano passado, voltando também a tocar com a SASPD”.
Thiago Scavazini, Santana do Parnaíba, Brasil – Piper
“Me encantei pela gaita de fole em 2000, ao conhecer a banda Dropkick Murphys, que misturava Punk/Folk Rock com o instrumento. Ao ouvir a gaita ao vivo pela primeira vez e ao iniciar os estudos, confirmei a tese de que dali em diante minha vida mudaria para sempre. Desde então fiz aulas quando morei na Austrália e na banda SLPB. Toquei em todos os 5 encontros de Pipebands na América do Sul e no mundial de Glasgow em 2007”.
Ricardo "Lacraia" Colombera, Jundiaí, Brasil – Piper
“Quando vi e ouvi uma Gaita de fole pela primeira vez, achei o máximo, eu era apenas uma criança com meus sonhos. Depois de muito tempo com esse desejo de tocar, fui pesquisar sobre a origem da gaita, onde aprender e como tocar. E como quem procura acha, achei a St. Andrew Society Pipes and Drums na internet e soube que existe um programa de aulas para ingressar na banda. Fui muito bem recebido pelo pessoal, o gaiteiro e professor Thiago Scavazzini me ensinou e ensina muito bem até hoje. Passei por muitas provas na vida e mesmo assim me mantive e na banda. Hoje minha esposa e filha fazem parte do grupo, logo meu menino também ingressará na banda. Viajamos quatro horas (ida e volta) aos domingos, e tem valido a pena cada apresentação e cada ensaio”.
Piero Bon, São Paulo, Brasil – Piper “A primeira vez que escutei o som da gaita de fole, eu deveria ter uns 7 anos de idade. Disse à minha mãe: ‘Mãe, quero tocar isso!’ Anos depois na minha adolescência, fazendo uma pesquisa na internet, achei o único professor de gaita que havia em São Paulo. Era caro, longe e difícil naquela época. Agora é um pouco mais fácil e já faz uns 15 anos que estou nessa e não penso em sair.”
Michel Mendes, Campinas, Brasil – Piper
“Não sei ao certo de onde veio meu interesse pela gaita-de-fole propriamente dita. Possivelmente aquele famoso desenho do Pica-pau onde ele toca o instrumento. Só sei que desde os 8 anos de idade pedia para minha mãe me colocar num curso. Na época ninguém ensinava o instrumento no Brasil, por isso fui me aventurando por vários outros instrumentos. Lembro também que no programa do Faustão havia uma vinheta feita de um remix da famosa Scotland the Brave e que eu tocava infinitas vezes essa música no teclado, para desespero de meus familiares que não aguentavam mais ouvi-la. Foi então em 2000 que achei a ‘Scottish Link Pipe Band’ e comecei a ter aulas em Campinas e São Paulo para depois, em 2007 aproveitar a participação da banda no Campeonato Mundial para aperfeiçoar um pouco mais minha técnica no Piping Centre em Glasgow. Hoje, após várias aventuras, faço parte da SASPD juntamente com meus amigos sempre à procura de novos desafios.”

PERCUSSÃO
Alayr Jr., São Paulo, Brasil – Snare Drummer
“Toco bateria a 30 anos e 10 anos atrás assisti uma demonstração de percussão escocesa da extinta banda SLPB, fui conversar com os músicos e me incentivaram a ter aulas. Passei a estudar snare drumming e fiquei muito interessado pela música escocesa e a cultura das terras altas. Três meses depois tive a oportunidade de conhecer e fazer aulas com um dos mais conceituados professores escoceses de percussão, Gordon Craig, foi o empurrão final que eu precisava para decidir que isso era o que eu queria. Depois disso já fui duas vezes à Escócia para estudar, toquei no Campeonato Mundial de Bandas de Gaitas-de-fole em Glasgow e em várias apresentações no Brasil e América do Sul”.
Colin Pritchard, Edimburgo, Escócia – Drum Major
“Minha introdução às Gaitas-de-fole e às Pipebands foi muito cedo, assistindo várias bandas tocando em desfiles na Prince Street, em Edimburgo. Logo depois eu vim a estudar com dois percussionistas de Pipebands no Fettes College também em Edimburgo. Eles faziam suas práticas de caixa e tenor o tempo todo e sempre me deixavam maluco com o barulho. Eles faziam parte da banda oficial do colégio a F.C.P.D., fundada em 1912, 42 anos após a fundação desta tradicional escola escocesa. Em 2001, já morando em São Paulo, entrei para a Scottish Link Pipeband como Drum Major e em 2009, com o suporte da St. Andrew Society de São Paulo fundamos a SASPD. Enquanto estive nestas 2 bandas tive o prazer de participar de 5 encontros de Pipebands na América do Sul e um mundial em Glasgow. Hoje acompanhamos a banda crescer, e além de Drum Major ocupo o cargo de tesoureiro da banda também”.
Elaine Riguengo Pereira, São Paulo, Brasil – Tenor / Bass Drummer
“Desde a barriga da mamãe Lourdes ouvia os timbres de guitarra do papai Roberto. Já com três meses de idade frequentava os bailes do onde ele tocava e daí por diante a minha vida foi sempre cercada de boa música. Cantei no coral “Os Pequenos Rouxinóis de São Paulo”, com direito a apresentação no Teatro Municipal de São Paulo. Algumas tentativas com violão e teclado, mas que não tiveram continuidade. Em 2006 conheci meu então namorado, Alayr Jr, Leading Drummer da banda, e por intermédio dele conheci também a banda que deu início à nossa hoje. Sempre tive muito orgulho e emoção em vê-los tocar, e quando foram para Escócia em 2007, pensei comigo: Porque não fazer parte disso?? E dali em diante tomei a decisão de aprender algo. Alayr, hoje meu marido, me ensina desde então a ler música. Tive como mestre do tenor, Piero Bon, e em nossa última viagem para Argentina representei a banda tocando Bass. Sei que tenho muito para aprender então faço o que faço com amor e dedicação e principalmente com grande orgulho de fazer parte dessa família.”
Flávia Colombera, Jundiaí, Brasil – Tenor Drummer
“Comecei tocando bateria, e após meu marido ingressar na banda como gaiteiro, meu interesse pela atração visual que é o tenor e sonoridade que ele completa na banda de Gaita-de-fole me fez procurar as primeiras aulas e começar a tocar com a banda”.
Fred Litto, Nova Iorque, EUA – Bass Drummer
“A primeira lembrança que tenho de possuir mais do que um interesse passageiro em Gaitas-de-fole e tambores escoceses foi em 1955 ou 1956, quando eu tinha 16 ou 17 anos de idade, e morando em Nova York, onde nasci e cresci. Ao saber que a banda do Black Watch, da Escócia estaria tocando no Madison Square Garden, eu tentei convencer amigos e familiares para me acompanhar à apresentação, mas sem sucesso. Fui sozinho e adorei indo logo em seguida para a loja de discos, onde eu comprei um LP da banda. Um ou dois anos mais tarde, eu era um calouro na Universidade da Califórnia e, sabendo que a banda de Gaitas-de-fole só de meninas da Universidade de Iowa estaria tocando no gramado do Ambassador Hotel, corri ao centro da cidade e as peguei com prazer (a música, não os músicos!). Cinco anos depois, planejando os arranjos do meu casamento em Los Angeles com uma cativante colega estudante brasileira, contratei os serviços de um gaiteiro de Hollywood, referência na indústria do cinema, um Daniel Hood, que tocou na nossa entrada e saída, e, em seguida, tocou na recepção. Muitos anos se passaram, posteriormente, permitindo-me a "alimentar" o meu gosto de música escocesa através de gravações. Em seguida, cerca de vinte anos atrás, por acaso, eu tive meu primeiro contato com a Scottish Link Pipe Band de São Paulo, que estava tocando em um evento ao ar livre na Avenida Paulista. Joguei toda a cautela ao vento e ofereci minha ajuda na seção de tambor (onde eu me senti confortável, depois de ter tocado nos grupos de percussão da UCLA Sinfônica, a Banda UCLA na Força Aérea [CPOR], e a bateria da Escola de Samba Camisa Verde e Branca). Fui admitido ao redil, e o resto é história”.
Gustavo Lobão, São Paulo, Brasil – Snare Drummer
"Conheci a St. Andrew Society of São Paulo, o Sr. Colin Pritchard e consequentemente, a SASPD através do SCDC – Scottish Country Dance Club. Percussionista de música tradicional irlandesa já há bastante tempo, a atração pela percussão escocesa foi instantânea, mesmo assim ensaiei entrar na banda por um ano. Foi finalmente em 2013 que resolvi assumir a bronca e encarar o desafio técnico e musical apresentado. A recompensa foi fazer parte dessa família”.
Alcênia Rodrigues, Oliveira, Brasil – Tenor Drummer
“Sempre fui fascinada por cultura, história e mitologia celta. Conheci as gaitas de fole numa apresentação da banda marcial dos fuzileiros navais e me apaixonei pelo som, mas foi na percussão, tocando tenor drum, que encontrei meu talento”.

DANÇAS
Emily Shinzato, São Bernardo do Campo, Brasil – Dancer
“Sou engenheira florestal, faço mestrado e sou professora nas horas vagas. Apesar de eu já ter experiência com dança (me formei em ballet clássico) essa paixão pela dança escocesa começou por um mero acaso. Meu namorado Esthevan, atual gaitero da banda, era louco para aprender gaita de fole. Depois de muito tempo procurando quem o ensinasse, encontramos um local. E nesse local, descobrimos que não era apenas possível aprender gaita de fole, mas era possível dançar também, e ainda mais, era possível fazer parte de uma banda, de um grupo de fanáticos pela cultura escocesa, de uma família, a qual me orgulho muito, a SASPD. Cá estou, e é com todo meu coração, que digo que sou uma das atuais dançarinas da banda.”
Janaína Uehara, São Paulo, Brasil – Dancer
“Meu interesse pela cultura escocesa começou quando conheci meu namorado. Seu amor pela Escócia me fez pesquisar mais sobre o assunto, a ponto de querer acompanha-lo a uma de suas aulas de gaita de fole. Foi assim que assisti ao primeiro ensaio da SASPD, neste mesmo dia acontecia uma gravação para a TV Cultura. Comentei com ele que eu tinha adorado ver as meninas dançando e como é comovente o som das gaitas juntas às batidas do tambor. Ele então me disse que poderia participar, o que me instigou a conversar com uma das dançarinas e posteriormente começar a ir às aulas de domingo. Considero que tenho sorte por meu namorado não gostar de futebol , pois além de acompanha-lo, também me divirto dançando. Aos poucos fui me apaixonando pela cultura, estilo da música e as roupas elegantes.”
Jocelyn Ann Black, Santiago, Chile – Dancer
“Meu interesse pela música escocesa vem de herança. Meus antepassados são escoceses e fui criada nas raízes da nossa família. Depois de morar na Inglaterra e conhecer a Escócia decidi que ao voltar para o Chile faria de tudo para aprender a dançar e ser parte de uma banda para continuar a tradição na minha família. Assim entrei na banda chilena Andes Highlanders onde fiquei por 2 anos, até que conheci meu marido Brasileiro, e fui morar em São Paulo. Como minha paixão pelas gaitas e pela dança já era enorme fiz questão de entrar em contato com a banda SASPD e me oferecer a ser parte da banda que até então não tinha dancers. Foi assim que comecei com eles dançando sozinha e até me apresentei sozinha no G4 em Buenos Aires. Já passaram 3 anos na banda e agora moro no Rio, e mesmo não conseguindo participar de todos os eventos continuo participando quando posso e mantendo assim meu hobby e o orgulho de levar comigo em, cada apresentação o kilt da minha família Black
Sophia Rezaque Teodoro, Jundiaí, Brasil – Dancer
“Com a entrada de sua mãe como percussionista na banda e seu pai tocando gaita de fole tanto em casa quanto nas práticas aos domingos, Sophia se interessou pela dança escocesa assistindo vídeos, e vendo sua madrinha na dança Emily Shinzato e com apenas 4 anos já arriscava alguns passinhos de highland dance. Agora Sophia está com 6 anos e seguindo (literalmente) os passos de sua madrinha na banda.”
Viviane Uehara, São Paulo, Brasil – Dancer
“Tudo começou quando minha irmã comentou que seu namorado Bruno tocava gaita de fole, achei interessantíssimo! Até pensei que ele era escocês, mas assim como a maioria na banda, todos gostam da cultura e participam porque amam de verdade o que fazem, são como uma família e não necessariamente tem algum parentesco com a Escócia. Foi num final de semana, ela me convidou para conhecer e fui muito bem recebida por todos, foi este espirito de fraternidade que me cativou! Logo aprendendo novas coreografias e com isso pesquisei mais sobre a Escócia, e cada vez conheço me apaixono mais!”
Letícia Fernandes, Mogi Mirim, Brasil – Dancer “Me interessei pela cultura escocesa quando conheci meu namorado, que já faz parte da banda a mais ou menos 15 anos. Ele sempre tocava Gaita-de-fole para mim e um dia me levou ao ensaio da SASPD. Quando ouvi a banda tocar fiquei maravilhada, depois acompanhei o ensaio das dançarinas e na mesma hora tive a certeza de que queria dançar e fazer parte da banda. Tive a ajuda e o incentivo do meu namorado e de todos da banda que me acolheram muito bem, e hoje em dia considero meu sonho de ser uma dançarina mais que realizado, pois a SASPD além de ser a melhor experiência da minha vida é minha segunda família.”